Coisas Novas

por Nereide Michel em 03/09/2026

Proposta adotada por destacadas construtoras vem valorizando áreas de circulação em edifícios residenciais: a exposição, nelas, de pinturas, esculturas e mobiliário com assinatura. Desta maneira, criações de celebrados nomes das artes plásticas e do design podem ser compartilhadas por seus moradores transformando halls de entradas, jardins e espaços de convivência em uma galeria, acessível também a visitantes. 

Arte e natureza na área externa do KAÁ.

Em Curitiba, o KAÁ, recém-entregue aos moradores, empreendimento da construtora Laguna, foi planejado, desde a fase inicial – a começar pelo nome, KAÁ, em tupi-guarani significa, mata – para se transformar em um diálogo entre a cultura e a natureza brasileiras. A arte entra como uma parceira importante para reforçar a identidade pautada no projeto. Uma curadoria, construída de forma colaborativa entre Laguna, Bernardes Arquitetura e TAGU, selecionou as obras de arte e o mobiliário que estão compondo a ambientação de espaços internos e externos do edifício. 

A narrativa imaginada para integrar natureza, arte e design foi concretizada, segundo Ana Carolina Vieira, da área de Desenvolvimento Imobiliário da Laguna.   com a escolha de cada peça para valorizar a atmosfera de um ambiente específico, dialogando com os revestimentos, o mobiliário e os materiais de acabamento. 

Óleo sobre alumínio, Tatiana Stropp

Mesa Maxi Lotus, Fernando Jaeger.

 No salão de festas e no espaço gourmet, as obras de Tatiana Stropp e Marcus Moa apresentam elementos geométricos que dialogam com a grafia do nome KAÁ e com as linhas precisas da arquitetura, enquanto as cores acrescentam personalidade. Peças de Jorge Zalszupin e Fernando Jaeger, que também assina mobiliário para o Office e o SPA, complementam a ambientação destes espaços.

Escultura Deriva I, em aço inoxidável, Eliane Prolik

Le Regard, peça em basalto paranaense de Alfi Vivern.

Nos halls dos subsolos, onde a vista para o paisagismo não está presente, a escolha por fotografias de Fernanda Trombini aproxima os moradores dos elementos naturais que inspiram o empreendimento. Já nas áreas da praça, as esculturas de Eliane Prolik e Alfi Vivern ocupam os espaços de forma sutil, valorizando a materialidade do projeto e permitindo que o desenho das pedras naturais permaneça como protagonista.

Poltronas Biguá, Carlos Motta e Butzke.

Na área externa o Atelier Carlos Motta completa a seleção dos trabalhos expostos com as cadeiras Rio Manso e as poltronas Biguá – parceria com a Butzke. A escolha por designers brasileiros foi intencional e reforça a brasilidade presente em todo o projeto, que se manifesta na integração com a vegetação nativa, no uso de materiais naturais, na arquitetura e no design autoral. 

 

Galeria KAÁ

Deriva I (2025), Eliane Prolik, Galeria Simões de Assis; Le Regard (2016), Alfi Vivern, Vivern & Vivern; 05 (2021), Tatiana Stropp, Galeria Ybakatu; Caeté II, Marcus Moa, M.O.A Estúdio; Série de Fotografias, Fernanda Trombini, Galeria Artestil; Rio Manso, Carlos Motta; Biguá, Carlos Motta e Butzke; Serafina, Copa, Tabuleiro, Tora e Maxi Lótus, Fernando Jaeger; Poltrona Ipanema, Jorge Zalszupin.