Linkultura

por Nereide Michel em 13/10/2017

Bienal de Curitiba instalou-se na capital paranaense no dia 30 de setembro e vai permanecer nela até fevereiro de 2018. Arte contemporânea em suas mais múltiplas formas de expressão e contestação pode ser vista, apreciada e debatida em diversos espaços da cidade. Como por exemplo, galerias que com mostras integradas aos objetivos do evento integram o seu circuito.

Na Galeria Zilda Fraletti, o mundo é de contos de fadas, mas atualizado pela interpretação de Katia Canton. Artista multidiscplinar, tem uma formação heterogênea: estudou arquitetura, diplomou-se em jornalismo, escreve, pinta, desenha, dança, canta e já tocou violão. 

Apaixonada desde pequena pelos contos de fadas, Kátia, há 20 anos dedica boa parte de seus esforços a pesquisas e produções neste segmento da literatura. A autora tem mais de 50 títulos infantojuvenis que ganharam importante reconhecimento, incluindo três Prêmios Jabuti. Por isso, nada mais natural que diante de uma tela em branco expresse nelas esta temática. O resultado pode ser conferido na exposição “Desnorteamentos: João & Maria”. Para a artista o conto é visceral e ao mesmo tempo intrigante. “São duas crianças famintas e largadas em um espaço desconhecido e ameaçador. A floresta como alteridade é também o “lado de lá”, o avesso da identidade confortável do lar”, define Kátia Canton.

Exposição “Desnorteamentos: João & Maria”, na Galeria Zilda Fraletti, Avenida do Batel, 1750 até 28 de outubro.

Nove artistas paranaenses têm obras selecionadas para a exposição “Aqui e Lá”, da Zuleika Bisacchi Galeria de Arte. Alinhada às premissas do evento, a curadora da mostra, Rosemeire Odahara, reuniu trabalhos de artistas que têm uma forte aproximação com a cultura oriental. Sete são de Curitiba,  Akiko Miléo, Celso Setogutte, Claudine Watanabe, Julia Ishida, Sandra Hiromoto, Sayuri Kashimura e Yiuki Doi. Já Ademir Kimura e Tania Machado são residentes e atuantes em Maringá, no norte do Estado.

“Esses artistas são brasileiros asiáticos que abordam questões comuns à sociedade globalizada do ponto de vista daqueles que vivem entre culturas”, destaca a Rosemeire Odahara. Segundo ela, “além de seus vínculos culturais, são criadores de diferentes gerações e educação na área de Artes, que integraram mostras e residências artísticas em várias localidades do país e do exterior, têm obras em importantes coleções públicas e privadas, e que, portanto, possuem uma compreensão madura do papel da Arte na contemporaneidade”, completa a curadora.

Exposição “Aqui e Lá” na Zuleika Bisacchi Galeria de Arte, até 26 de novembro. A galeria fica no Pátio Batel,  Avenida do Batel 1868 piso L3 / loja 329.

As paredes da Marbô Bakery, na Residência Belotti, se transformaram em galeria para receber a exposição “Minimalismo Minimalista” de Bruno Calmon. A curadoria é de Kézia Talisin. A produção do artista curitibano é baseada em cores e tons que insinuam a profundidade, apresentando, dessa forma, várias camadas e também elementos que fazem referência à arte urbana. Sua formação em arquitetura, ressalta as questões geométricas e ao mesmo tempo certa fluidez destacada pelos escorridos, deixando a obra harmônica e equilibrada.

Exposição “Minimalismo Minimalista” de Bruno Calmon, na Marbô Bakery, Residência Belotti, Rua Dr. Faivre, 621, até 5 de novembro. 

 

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