por Nereide Michel em 22/05/2023
A música e seus autores e intérpretes são presenças constantes nas páginas de livros com o objetivo de preservar e divulgar obras com profundos laços culturais representativos de uma cidade ou país. Um lançamento recente, por exemplo, destaca a importante contribuição para a arte contemporânea do curitibano Raul de Souza, mestre do trombone com reconhecimento internacional.

O “Livro de Partituras de Raul de Souza” não é voltado somente para músicos, conforme esclarece o seu organizador o músico e produtor Álvaro Ramos. É direcionado a quem gosta de música uma vez que registra também a trajetória artística do músico com textos de Glauco Sölter, que o acompanhou no palco nos últimos anos de sua vida, além uma mini biografia escrita pelo jornalista Wagner Merije. Enquanto que para os profissionais, o trombonista Sérgio Coelho – discípulo de Raul no instrumento –, preparou um texto sobre o estilo brasileiro de tocar do seu mestre.
Vinte partituras de Raul de Souza estão disponibilizadas no livro para que a sua obra seja estudada e ganhe uma maior divulgação. Afinal, “infelizmente pouca gente sabe que Raul de Souza teve um grande reconhecimento internacional e tocou nos quatro cantos do mundo com grandes artistas”, como destaca Sérgio Coelho.
O livro ainda disponibiliza dez obras de Raul de Souza em versão “Play Along” de áudio e vídeo para estudos, análises, improvisos e ensaios. Traduzindo: se o músico quiser pode compartilhar sua versão do tema estudado numa edição ao lado do quinteto composto por Fábio Torres (piano), Glauco Sölter (baixo), Mário Conde (guitarra), Sérgio Machado (bateria) e Sérgio Coelho (trombone), que participou do lançamento do livro no YouTube no final de março. Para cada tema, os músicos deixaram uma base pronta para o improviso. Basta acessar o QR Code que está no livro para ser direcionado para uma página do Play Along – em vídeo ou áudio.
O “Livro de Partituras de Raul de Souza” está disponível no site: https://gramofone.com.br/rauldesouzalivrodepartituras/.
O projeto da obra foi viabilizado através do PAIC, com apoio da FCC e incentivo das empresas EBANX e Instituto Joanir Zonta.
